REGIÃO NORTE DO BRASIL - Informações Gerais

O MUNDO DO ECOTURISMO
O Brasil é um “país” tropical, colorido, exuberante. Há alguns milhares de anos, povos do Oeste, após longa peregrinação, tornaram-se os seus primeiros habitantes. Reservada aos espanhóis por decisão papal no final do Século XIV, pela bula Inter-Coetera, a região foi conquistada pelos portugueses ao longo do Século XVII. Ocupando 40% da área territorial do Brasil, a Amazônia é a mais preciosa reserva biológica do mundo, e se oferece a partir de vários portões de entrada. Comece a desvendá-la em Manaus, capital do Estado do Amazonas.

COMPRAS DE ÚLTIMA HORA
Aproveite para adquirir na Zona Franca de Manaus o que, por acaso, tiver esquecido em casa. Se ambiente em uma das mais importantes casas de cultura e pesquisa do Brasil: o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). Conheça-o sem pressa e, ao final, estabeleça o seu primeiro contato imediato com as águas. No cais do porto, um flutuante de construção inglesa, contemple a correnteza do rio Negro.

BOTOS E JACARÉS
Embarque em Manaus em direção ao encontro das águas claras do Solimões e escuras do Negro. Elas correm paralelas por cerca de 5km, quando se encontram, e formam o rio Amazonas. Corre, então, o Rio-Mar em direção ao Parque Ecológico do Janaury, a 7km da capital, com área de 688 hectares. Banhado por igapós e igarapés, o parque é uma harmonia de pássaros, flores, peixes e plantas. Observe atentamente as vitórias-régias e os animais, principalmente botos cor-de-rosa, macacos e jacarés.

FLORESTAS E ÁGUAS
Situada no coração da floresta, Manaus é considerada a “Capital da Selva” desde 1850, quando viveu o seu apogeu durante o ciclo econômico da borracha, que fez a fortuna de muitos e propiciou a construção do Teatro Amazonas. Encantem-se com a arquitetura de estilo renascentista italiano, os painéis que retratam o mundo amazônico, os lustres de cristal de Murano, os portais de mármore de Verona, a escadaria em ferro inglês e a cortina de boca de cena, simbolizando o encontro das águas dos rios Negro e Solimões, os formadores principais do rio Amazonas.

PRAIA DA LUA
Antes de rumar para Anavilhanas, o maior arquipélago de água doce do mundo, banhe-se na praia da Lua, a 23km de Manaus por via fluvial. A areia branca, em contraste com as águas escuras do rio Negro, formam um cenário encantador.

ANAVILHANAS
São 335 ilhas em uma área de 350 mil hectares. Com 90 km de comprimento e 15 km de largura, o arquipélago de Anavilhanas situa-se a 50 km de Manaus. Estação Ecológica protegida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), chega-se a Anavilhanas pelo rio Negro. Próximo ao arquipélago, o visitante encontra um dos melhores hotéis de selva da região.

DUAS PRAIAS FLUVIAIS
A praia do rio Negro se oferece entre os meses de junho e novembro. Localiza-se a 13km do centro de Manaus. Com 2km de extensão, possui quadras de esporte, pista para bicicleta, bares, banheiros e chuveiros. A melhor praia fluvial do Amazonas, contudo, é a de Tupé, à 1h de barco de Manaus.

HOSPEDAGEM
As melhores alternativas para quem busca o isolamento e a proximidade com cerca de 60% de toda a diversidade existente no Planeta, pois na Amazônia habitam seis em cada dez espécies de seres vivos, são os hotéis de selva. Há pousadas com quartos e chalés, e barcos-hotéis com cabines e camarotes. Todos realizam programações na selva: caminhadas, pescarias e passeios por igarapés.

PARINTINS
Ao término do 1º dia de viagem, o navio atraca em Parintins, uma pequena ilha. Reserve o mês de junho para sua aventura amazônica. E delire com uma das maiores festas populares do Brasil: o Festival Folclórico de Parintins que acontece na segunda quinzena do mês. A festa tem proporções gigantescas. Milhares de pessoas realizam um multicolorido desfile de fantasias regionais. Na verdade, o festival é uma descomunal manifestação da cultura amazônica. Uma oportunidade ideal para o visitante admirar o boi-bumbá e o xaxado, a dança típica da região.

FESTAS TRADICIONAIS
Enquanto o navio prossegue pelo Rio-Mar, contemple a floresta, que guarda mais de 2.300 espécies de árvores e garante a sobrevivência de antas, serpentes, pacas e macacos. A próxima parada é em Santarém, já no Estado do Pará, a 1.369km de Belém. Nos meses de junho e julho, acontecem duas grandes manifestações culturais na cidade: a procissão fluvial de São Pedro, com o desfile do boi-bumbá, e a Festa do Sairé, manifestação folclórico-religiosa. Em Santarém, funciona uma importante casa de cultura que não pode deixar de ser visitada: o museu do Centro de Preservação da Arte Indígena, com 1.500 peças de 57 grupos amazônicos e do Estado do Mato Grosso.

A POROROCA
Pouco antes de o navio chegar ao seu destino as águas do Amazonas encontram-se com as do rio Tocantins, que nasce no Estado do Tocantins, engrossando o caudal que, ao se encontrar com o oceano Atlântico, cria o inesquecível espetáculo do “Encontro das Águas”, a pororoca. O fenômeno, com ondas de até 12m de altura, pode ser observado da Ilha da Caviana, a 300km de Belém.

PARÁ, UM ACERVO DE TRADIÇÕES
Quando o navio atraca em Belém, fundada no Século XVII, o visitante depara-se com uma cidade que preserva suas tradições em um ambiente intensamente arborizado. As ruas da capital do Estado do Pará são guardadas por velhas mangueiras e impregnadas pelo odor intrigante de muitas ervas aromáticas, utilizadas para elaborar sortilégios e para temperar os exóticos pratos que compõem a culinária paraense. À disposição dos visitantes no tradicional Mercado Ver-o-Peso.

HISTÓRIA
O passado é presente em Belém, na Cidade Velha, sítio de casas e solares com fachadas em azulejos portugueses, e onde deve ser visitado o Palácio Antônio Lemos. Não deixe, também, de conhecer o Forte do Coriseo, na confluência do rio Guamá com a baia de Guajará.


O Brasil oferece aos visitantes dois grandes momentos de fé cristã. O maior deles é a festa de Nossa Senhora da Aparecida, na cidade paulista de Aparecida. O outro, também de grande expressão, é o Círio de Nazaré, que acontece em Belém no mês de outubro.

A TERRA DOS BÚFALOS

Com 49.602 km2, Marajó é a maior ilha fluviomarinha do mundo. Dotada de uma fauna extremamente rica, oferece dois tipos de vegetação: savana e densas florestas. A marca registrada de Marajó são os búfalos. A manada é imensa. A ilha, no entanto, é riquíssima em fauna e flora. Como a caça é proibida, dedique-se a observar garças, tucanos e jaburus.

UMA ANTIGA CIVILIZAÇÃO
Na ilha de Marajó viveu, séculos e séculos atrás, uma antiga civilização. Presença confirmada por objetos de cerâmica que datam de 980 a.c. Além de ser um paraíso arqueológico, Marajó é um centro dos mais expressivos de cultura, marcada acima de tudo por manifestações folclóricas como as danças de roda, ao ritmo do carimbó e do lundu.

PRAIAS
São inúmeras. Uma das mais agitadas é a do Mosqueiro, a 86km da capital. Situada em uma ilha, o Mosqueiro é cercado por praias fluviais e entrecortado por rios e igarapés. Em Soure, na ilha de Marajó, as melhores praias são as do Céu e do Caju-Una, com dunas e águas esverdeadas no verão. A mais afastada, e recomendada para quem busca isolamento, é a de Salinópolis, a 223km de Belém.

PRAIAS SELVAGENS
Inexiste água encanada, energia elétrica e telefone. Ajuruteno, a 30km da cidade de Bragança, é um reduto de praias selvagens, sem qualquer infra-estrutura. Se entregue ao mar na praia de Campo do Meio, com sua vegetação de mangue, dunas, águas claras e ondas fortes, onde o turista encontra pousadas que oferecem conforto.